
Em meio ao cenário da pandemia de COVID-19 os animais domésticos têm sido grandes aliados contra a ansiedade e contra a solidão impostos pelo isolamento social e pela quarentena.
A servidora pública Eliane Emerick, que mora apenas com suas quatro gatas (Safira, Jade, Agatha e Cristal), conta que as felinas são suas companheiras de vida: “Não me sinto só em nenhum momento com elas ao meu lado. Nós interagimos o tempo todo. Eu brinco, brigo, acaricio e converso como se fossem pessoas aqui comigo. Nós vivemos como uma família, eu e minhas quatro filhas felinas. Neste momento, eu só tenho a elas e elas só têm a mim.” Questionada sobre eventuais mudanças na rotina após o isolamento social, Eliane adiciona: “A grande mudança foi a partir do momento em que eu iniciei o teletrabalho. Desde então, elas estão muito apegadas a mim. Andam atrás de mim o tempo todo, literalmente nas minhas pernas. E, desde sempre, dormem comigo na cama.”

Jade 
Safira 
Agatha 
Cristal
O jornalista Fernando Mesquita conta que a rotina com suas cadelinhas (Margot e Minerva) também foi alterada por conta da quarentena. “Não estou passeando com elas. Antes a gente descia pela manhã e à noite. Tento deixá-la ativas dentro de casa, jogando bolinha para elas irem buscar”. Sobre se sentir menos só durante o isolamento na companhia dos seus pets, Fernando é enfático: “O amor delas faz qualquer sentimento de tristeza ou solidão sumir. O amor dos pets é o mais puro que existe. Essa situação de isolamento é nova a todo mundo. Com certeza se não as tivesse eu estaria muito mais ansioso, pois elas me acalmam. Essa relação entre tutor e o pet é algo que só entende quem vive isso. Eu não entendia antes delas, pois nunca tive animal. Agora não quero mais viver sem um pet em minha vida.” Por fim, Fernando se declara: “Algo que não posso deixar de citar: adoção de um pet adulto é algo maravilhoso. A gratidão do bichinho que sofreu é algo que não tem como explicar”.

Pedro Henrique Emerick Corrêa, servidor público, convive com dois cachorros, Doug e Judy e diz que o inicio do isolamento social coincidiu com sua mudança de casa e que por isso pode estar com eles o tempo todo durante a adaptação. “São companheiros, podemos passar muito tempo de qualidade juntos, nos exercitarmos juntos e nos adaptamos juntos à nova casa.”

Doug 
Judy
Mas é preciso estar atento: ainda que não existam informações conclusivas sobre a transmissão da COVID-19 pelo contato com animais de estimação, há recomendações para quem convive com os pets, considerando que as medidas quanto ao isolamento domiciliar fazem essa proximidade mais frequente neste momento.
Pesquisas e estudos estão em curso a fim de esclarecer quais animais podem ser suscetíveis ao micro-organismo. Por enquanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e o Conselho Federal de Medicina Veterinária elencaram recomendações para tutores de animais de estimação e médicos-veterinários. Entre as informações, a orientação para as pessoas que já contraíram o coronavírus evitarem o contato com os animais, já que não há dados precisos sobre a infecção em pets. Quando o convívio é inevitável, uma boa ideia é usar luvas e máscara facial, sempre que possível. Outro conselho é evitar passear com os animais em lugares de grande circulação de pessoas, como parques e praças.
Clique aqui e conheça a lei que regulamenta as diretrizes relativas à proteção e à defesa dos animais, bem como à prevenção e ao controle de zoonoses no Distrito Federal.
Ficou interessado em fazer uma adoção responsável? Clique aqui e confira a cartilha produzida pelo Ministério Público do Distrito Federal com várias informações a respeito deste assunto.